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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Contos de Hintera




Tenad dormia tranquilamente em sua cama, acabara de ser ninado por sua amada Ariel, dormiu ouvindo seu canto e recebendo suas carícias, e com um sorriso bobo no rosto dormira pensando no que estava acontecendo, dormira pensando...


“Será que isso tudo é real? Será que ela realmente existe? Ou será que ela não passa de um devaneio de um escritor louco como eu? Como pode existir alguém assim? Eu há muito havia deixado de acreditar em Sirum Durs Kyant.
Por Mopresu como ela é linda...
Ela foi a primeira que conseguiu enxergar além da minha carapaça, ela conseguiu enxergar meu coração, ela conseguiu entrar em minha mente de uma forma que ninguém antes conseguiu.
Ela me fez sentir inúmeras coisas que eu jamais havia sentido antes, me levou a querer o que nunca quis de verdade e querer lutar por algo que nunca quis.
Faz-me querer seguir a diante. Fortalece-me a cada dia, me faz querer viver mais intensamente a cada dia.
Chego a sentir medo... Medo de perdê-la... Medo de não saber cuidar de forma correta... Medo de não conseguir continuar cativando e recebendo essa luz diária que ilumina meus dias e me faz seguir sempre em frente.
Castaris, vocês que estão mais próximos de nós mortais hinteranos, nos protejam, por favor, não quero perde-la por nada nesse mundo.
Ela é tão doce, afável, amável e... eu a amo, mais do que isso Ys Sirum Durs Kyant  Ariel”

Ariel não adormecera, sabia que logo receberia visitas.  Elas não tardaram a chegar.
Antes de levantar-se da cama Ariel dera um beijo na testa de seu amado e junto desse beijo sussurrara um encantamento para que Tenad continuasse dormindo.
- venham para a luz – ordenara Ariel já fazendo materializar-se em sua mão direita uma espada longa e dourada.
Dois indivíduos apareceram ambos também empunhando espadas, mas mais curtas que a mesma empunhava.
- sabes que não podes estar aqui irmã – dissera um dos dois, com um tom de voz seco.
Eles vestiam armaduras de batalha pesada. O que falara com Ariel retirara seu capacete e mostrando quem era. Um homem de rosto quadrado, barba longa e olhos brancos.
- resolvamos isso lá fora, por favor. – Ariel sabia que era forte, mas também sabia quem eram os dois ali presentes e se houvesse um combate, quem cairia seria ela.
- por que estás a fazer isso Ariel?
- sirum durs kyant.
- isso fora feito apenas para Hinteranos, não para nós Castaris, aqueles que moldaram o mundo conforme a vontade de Mopresu. Sabes que ele não nos fez para sentir, ele não queria nem que os Daedivind, que são inferiores a nós sentissem muito menos nós.
- daedivind sentiram, por que não podemos?
- POR QUE SOMOS SUPERIORES! – esbravejara.
Ariel e o outro soldado estremeceram ante o grito de Pelnir.
- agora lhe dou duas escolhas Ariel, você vem com a gente e volta a apenas olhar ao seu redor e manter-se com as trocas equivalentes ou vamos matar o seu mortal e arrancar a sua essência.
- eu estou em meio a uma troca equivalente – Ariel olhava serio para Pelnir, seus olhos que sempre eram apertados se arregalaram e mostraram uma chama que despertava – estou dando Sirum Durs Kyant e recebendo – além das chamas nos olhos, os cabelos da castaris também começavam a ficar avermelhados, mostrando que estava preparando-se para um combate.
- vejo a chama em seus olhos, estás mesmo disposta a morrer por ele?
- vale a pena matar por ele, vale a pena morrer por ele.
A armadura de fogo começara a aparecer no corpo de Ariel, também uma armadura de batalha cor de fogo, sua espada já estava flamejante e suas asas que também eram de fogo já apareciam e mostravam que estavam prontas para o combate.
- ele é apenas um MORTAL.
- É O MEU MORTAL, É O MEU AMOR E SEU EU TIVER QUE MATAR VOCÊ OU QUALQUER OUTRO CASTARIS QUE VIR QUERER ME SEPARA DELE EU O FAREI.
Pelrin materializara seu tridente e pusera-se em posição de combate.
- entre lá e mate o hinterano.
O soldado dera o primeiro passo em direção à casa de Tenda, e fora só o que ele conseguira fazer, a lâmina de Ariel o penetrara mais rápido que um raio, e desarmada mesmo ela partira para enfrentar quem realmente lhe daria trabalho.
O temperamento de Ariel era bem conhecido entre os Castaris, todas sabiam que ela era a mais agressiva, talvez por isso ela fosse à mestra das chamas.
Ela sabia que trocar socos com Pelrin não era nada inteligente, mas o desespero em proteger Tenad fora maior do que sua racionalidade, mas estava disposta a fazer qualquer coisa para defender seu amado, mesmo que tivesse que queimar todo o seu eld.
Lançara varias bolas de fogo e jatos flamejantes, movimentava o combate para conseguir pegar sua espada.
Pelrin investia uma vez ou outra, mas quando investia era certeiro, ele era muito bom de bloqueio.
Ariel concentrara toda a sua energia em seu punho direito, não podia dar espaço para seu adversário, tinha que acabar com ele no primeiro instante do contrario nada mais poderia fazer.
Girara trezentos e sessenta graus para pegar impulso e explodira toda sua ira em no peito de seu irmão de raça.
Ele fora jogado longe e deixara cair seu tridente...
Ela caíra de joelhos, perdera o controle do poder e dispersara mais do que podia, ficara sem energia sequer para manter sua armadura.
Segurara suas lágrimas, não iria deixa-las cair.
Pelrin levantara-se, a sua armadura do peito estava quebrada, sua pele bem machucada, mas ele estava de pé e ela não.
Naquele momento fora impossível segurar as lagrimas lembrar-se de cada momento que ela e seu hinterano passaram juntos.
Como um relâmpago Pelrin chegara em cima de Ariel, juntara seu tridente e olhara para a prostrada de forma ameaçadora.
- e assim você vai morrer, por um hinterano.
- valeu a pena cada momento que estive com ele – enquanto esperava seu golpe final sorrira lembrando do primeiro dia em que se viram, depois de meses apenas comunicando-se por cartas, ele fora recebera no porto com um buque de rosas e um sorriso na face.
“ys sirum durs kyant Tenad”
Pelrin cravara o tridente no peito de Ariel com toda sua ira, chegara a tirá-la do chão e depois a congelara.
- agora é sua vez hinterano.
Pelrin ficara diante do hinterano que fizera Ariel preferir a morte a voltar para seus irmãos.
Levantara o tridente para dar fim à vida dele.
Baixara e o tridente fora parado por um único dedo de Tenad que permanecia de olhos fechados, mas emanara muita energia, uma energia que Pelrin sabia muito bem de quem era de alguém que podia acabar com ele em um piscar de olhos.
Ariel acordara ainda jogada no chão, molhada por conta do gelo que lhe cobrira.
Ainda estava bem ferida, mas pensou “dane-se” precisava saber se seu amado ainda estava bem.
O dia já estava raiando.
Ariel entrara gritando por Tenad, desesperada pensando que jamais beijaria seu amado novamente.
No quarto a porta estava aberta e Tenad continuava dormindo, apenas mudara a sua posição.

A castaris preferira deixa-lo dormir mais um pouco, arrumar a bagunça da casa e fazer o café da manhã e enquanto o fazia sorrira pensando que nem em mil anos se imaginaria fazendo aquilo.